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domingo, 13 de dezembro de 2015

A poesia na agonia

O que dizes a um coração partido? A uma alma ferida? A um amor perdido? A um pai ausente? A um coração sem sangue? O que dizes?
Talvez a poesia esteja um pouco no meu sangue e, talvez o que escrevo pareça um mar de rosas, porém não é. Pois quando vai e não volta; quando dói e não para; se magoa não desaparece e se a cabeça gritar e andar às voltas com certeza não vira poesia. Do que já escrevi, o que menos gosto de ler foi tudo aquilo que digitei no momento. Quando estamos no momento tudo machuca mais e sente-se com uma grande intensidade.
A beleza não está na morte, nem na dor, nem nos sentimentos que nos destroem, mas nas palavras que usamos para os descrever.
O que outrora era uma ferida, continua uma ferida contudo, pelo menos agora, podemos acompanhar a agonia com um belo texto.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Os Cravos

Adoro cravos. Sempre que a minha mãe me pede para escolher flores, escolho cravos. Não me importa a cor, desde que, sejam cravos. E podem ser grandes ou pequenos, abertos ou fechados, mas eu gosto de cravos.
Eu gosto de cravos e eles são tão baratos, por isso, o meu futuro homem não têm desculpas para não me dar 1001 cravos. Não quero verdes, não quero alfinetes, nem caixas nem nada. Eu só quero cravos, todos amarrados, nem que sejam por um elástico.

sábado, 28 de novembro de 2015

Encontrei-te por acaso!

Encontrei-te por acaso; estavas perdido na rua e ainda não sei se choravas ou se eram as gotas da chuva que escorriam pela tua cara. Demos as mãos porque até encaixavam muito bem uma na outra. Trouxe-te para casa, dei-te uma sopa, vesti-te o pijama e beijei-te, e talvez tu nem te importasses de ficar ali para sempre, contudo; a noite passou e de manhã já estavas noutra cama. 
Encontramos o amor pelos cantos a chorar e esperamos que fique connosco.
As nossas vidas são retas perpendiculares, e formam 90 graus tão perfeitos, pelo caminho intersetam-se num ponto e é de esperar que esteja tudo bem. Está tudo bem comigo, ando sozinho no plano por tanto tempo que o fundo já é colorido, mas; porque não vens tu preparado?! Qual é a razão do nosso ponto de intersecção não ter assim umas coordenadas compostas por números naturais?!
Encontramos o amor pelos cantos a chorar e esperamos que fique connosco. E tu não queres ficar, está tudo bem comigo, o plano já é colorido.

sábado, 21 de novembro de 2015

O Pássaro Azul

Há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?
Charles Bukowski

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Que vagabundice

Ando aí meia vagabunda, fugida aqui do cantinho.
Andei a conhecer umas novas pessoas,a ler uns novos livros, a apreender umas quantas coisas e a estudar para uns quantos testes.
Mas, como todos os fugitivos, que ganham asas e voam para longe, sentem falta do calor; do conforto e das companhias que outrora tinham, acabam então, por regressar ao ninho.
Boa tarde pessoal!

sábado, 19 de setembro de 2015

#Citações do meu Coração

"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade."
Miguel Torga 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

My Drawings

Sabem que vos conto muito, contudo, conto-vos uns dias depois ou até meses depois.
Queria hoje partilhar com vocês a minha participação no blog da Alexandra e da Elisabete.
A rubrica intitula-se My Drawings e todas as quartas os desenhos são publicados e, o novo tema é revelado. A minha participação foi um desenho da Alice no País das Maravilhas, com o cabelo curto (pois sou apaixonada por cabelos curtinhos).
Tenho a certeza que, não foi o meu melhor desenho, eu sei que se costuma dizer que a cenas como desenhar, andar de bicicleta, andar de patins... nunca se perde o jeito, mesmo assim acho que perdi o jeito para o desenho, nem vos sei dizer à quantos meses, se calhar até já fez um ano que eu não desenho por espontaneidade. Mesmo assim gostei muito de participar porque voltei a desenhar, com bastante gosto.
Algo que ninguém sabe é que a Alice foi quase toda pintada com maquilhagem, sombras de olhos na verdade, pois devido ao pouco uso dos meus lápis de cor acabei por os dar quase todos.