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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Carta de amor de uma pessoa sensível.

Trabalho de Português que falei neste post (-aqui-). Tenho de avisar que está grande.
Querido,
Para mim o mais difícil ao escrever uma carta de amor não é colocar no papel, através de palavras, os meus sentimentos. Mas, sim, aceitar o que sinto ao ponto de escrever uma carta, explicitando-me melhor, o problema é desenhar letra a letra, palavra a palavra, registando, talvez para sempre, aquilo que o meu coração pensa quando me deparo contigo.
Porque, aqueles que são sensíveis conseguem afirmar que o coração também pensa. Aliás é com o conhecimento dele que eu componho isto porque, o cérebro é demasiado racional, necessita de lógica, e esses são adjetivos incompatíveis com o amor, em contrapartida, são compatíveis contigo.
Dito isto, num corpo qualquer eu seria o coração e tu o cérebro. Estaríamos, tão longe um do outro, em constante conflito, no entanto, o corpo não vivia sem um de nós assim como, nenhum de nós vivia sem o outro.
Como não estamos dentro do mesmo, podíamos fazer um acordo: eu irei começar a ser mais consciente (como tu) e tu vais começar a aquecer o teu coração gélido encostando-o ao meu, as pessoas sensíveis tem o coração a arder em sentimentos.
Contudo, meu querido, nenhum individuo muda e isto não é algo necessariamente mau. É como uma dependência, somos todos dependentes da nossa personalidade e mesmo que a força de vontade seja muita não conseguimos tomar decisões que vão contra a nossa maneira de ser.
Logo, temos de aceitar a dura realidade que é: gostar de alguém quando ainda somos adolescentes.
Os adolescentes não querem saber de nada, vivem contra tudo e todos.
Seremos então, assim também. Vamos fazer o que queremos quando nos sentirmos inspirados visto que, somos jovens e maior parte do tempo somos felizes juntos.
Vem para o meu lado porque queremos saber o que é o amor. Poderia até cravar os teus lábios aos meus e jamais iriamos falar com o fim de ninguém ser magoado, para as pessoas sensíveis as palavras são como armas que tem o poder de praticar o bem ou o mal. Poderia nem sequer lavar o casaco que hoje usei para o teu perfume permanecer entranhado no tecido. Vou dormir com ele e, imaginar que estás ao meu lado, ao deixar a colónia envolver o meu corpo, centímetro a centímetro, percorrendo na totalidade o que tu devias de percorrer, pois as pessoas sensíveis dormem numa cama pequena e fria.
Então, nessa noite os meus lábios começaram a mexer, uma pressão foi exercida sobre eles e senti o sabor da tua saliva misturada bruscamente com a minha.
Não estavas lá mas, a minha mente andava a vaguear pelas minhas memórias e trouxe-me um pouco de ti.
Guardei a tua imagem numa caixa que agora está tapada por um pano preto encostada no fundo da minha cabeça. Nesta estão preservados momentos que valem a pena relembrar, ou seja, situações que se passaram quando o coração gostava do cérebro e vice-versa, porque as pessoas sensíveis acreditam que isso outrora aconteceu.
Abro a caixa quando preciso lembrar-me que isso realmente ocorreu, para não perder a esperança, para não desistir do amor e, acima de tudo, para não me esquecer que nessa altura eramos afortunados.
Pois as pessoas sensíveis escrevem cartas para aqueles que nunca as irão compreender.
Cumprimentos de,
Uma pessoa sensível.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Julgamento sem valor!

Querida colega, 
Já te disse que podias ter saído de um desenho animado com essa tua tamanha alegria, sorriso largo, voz suave e alegria infinita. Tudo inicialmente me parecia artificial e eu peguntava-me constantemente o que outros viam em ti. E por mais maléfico que isto possa soar, é a verdade!
Certo dia, as aulas já tinham acabado e o pânico instalou-se nos corredores. Alunos corriam, outros gritavam palavras de última hora, outros até andavam nas calmas, estava tudo pronto para ir para casa, menos a nossa turma que ainda tinha mais uma hora de matemática.  
Vi um aglomerado de pessoas que abraçavam alguém, ouvi os sussurros e rumores que já andavam a circular pela boca de todos e cheguei à conclusão que alguém estava a chorar. Perdi logo o interesse visto que, as probabilidades de conhecer a pessoa eram minimas. 
A campainha tocou uns minutos depois e tu chegas-te à sala de aula uns minutos a seguir com os olhos vermelhos e eu ainda conseguia ver um brilho na tua cara das lágrimas que outrora derramaste. Perdi, outra vez, o interesse e achei que essa atitude foi só uma maneira de chamar à atenção porque a maior parte da turma ficou preocupada com o teu estado! Agora, gostava que nessa altura alguém me tivesse dado um estalo. 
Dizem que a primeira coisa que pensamos é um juízo de valor, algo de senso comum e só depois é que refletimos e formulamos a nossa verdade e própria opinião, assim foi.
Acabei por descobrir, mais uma vez através de sussurros e rumores, que tiveste um ataque de ansiedade, onde o medo de falhar e a pressão de não ser boa o suficiente te alarmaram, deste conta que o secundário não é brincadeira. 
Comecei a perceber-te melhor! Essa tua imagem tão feliz era uma ilusão pois, na tua cabeça também passavam demônios.
São nestas alturas que nos apercebemos que devíamos tomar mais atenção, que devíamos analisar e querer saber mais sobre as pessoas porque aquilo que nos parece ser, nem sempre é!
Um beijinho da,
-A.C.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A minha última carta para ti!

Querido F.,
Venho hoje contar-te uma história verídica que espero que aprecies. Então, aqui vai:
18.8.2014
Não aguentei mais então, sai disparada do meu quarto de encontro à cozinha. As pestanas estavam encharcadas com lágrimas, o rímel já me escorria pela face e a minha cabeça exausta e gritava por ajuda. Estava cansada: de ti; de mim; de nós; de como tudo se tornou cada vez mais complicado e confuso.
Já fiz tantas asneiras e tu bem sabes, não é?! Então, pepara-te para o que te vou contar. Porque nesta tarde, quando eu estava em desespero e revoltada com o mundo, cometi a maior estupidez da minha vida. E custa contar, custa mesmo revelar pois eu sei, que me podem todos julgar aliás, que me vão todos julgar. Contudo, sabes que eu sou uma autêntica psicopata que torna todas as nossas histórias em textos e poemas que partilho na internet: eu e a minha necessidade tão grande de escrever!
Sentei-me no balcão da cozinha e suspirei. O sol quente, que vinha da janela ao meu lado, aquecia-me uma parte do meu corpo e eu sorri ao relembrar o que nós eramos: os nossos abraços; a nossa intimidade; os nossos beijos; a nossa amizade....pensei e relembrei tudo... até as conversas que tínhamos a meio da noite quando estávamos cheios de sono e nem conseguíamos acabar as frases!
Peguei na garrafa de vinho do Porto, que me pareceu tão pequena e frágil naquele momento enrolada nos meus dedos magrinhos, e dei dois golos. No início, o vinho era doce mas, quando desceu pela minha garganta eu senti um pouco da sua amargura. Não consegui evitar e ri quando dei conta das semelhanças. No início eras-me tão doce e sabias-me tão bem porém, com o passar do tempo os teus defeitos vieram dar à costa e por mais que eu os tentasse aceitar, eu não era capaz. Não me culpes, porque eu não tenho culpa que tivesses prazer a gozar comigo, a apontar-me o dedo, a criticar-me, a fazer-me sentir infeliz...eram e são estes os teus únicos defeitos que eu não tolero!
Custa-me admitir que eu desrespeitei aquilo que mais acredito e acabei por te deixar fazer-me sentir inútil! Acabou F., acabou para sempre! 
29.8.2014
Faz hoje uma semana e quatro dias que me deixas-te e eu estava tão perdida mas, hoje eu percebi que nunca me mereceste. Custou tanto ouvir de todos e de mim própria que tu apenas gostavas de me ver sofrer...sabias que acima de tudo eu estaria sempre lá, mas acabou e agora já não estou lá para ti! Obrigada pelos poucos e bons momentos, apesar de certo modo eu não querer, eu até te desejo um bom futuro: não quero acumular raiva.
E gostava de te esclarecer que "a maior estupidez da minha vida" não foi beber dois golos de vinho do Porto, que por acaso me souberam muito bem, foi deixar que tu me fizesses sentir como se eu não tivesse valor.
F. outrora amei-te mas, hoje sentada no chão do meu pequeno quarto com o computador no colo não sinto nada por ti!
Um beijinho da,
-A.C.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A minha Prima!

Querida prima,
Não somos de sangue mas, o amor e amizade une-nos. 
Passaste por tempos escuros quando nos começamos a conhecer e eu era nova e demasiado ingênua ao ponto de pensar que não ia cometer os mesmo erros que tu, acabei por te julgar sem ninguém saber, e acabei por os cometer! Mil desculpas.
Enfim...sempre ouve algo em ti, que eu não sei bem explicar o quê, que me chama à atenção. Não sei se é pela tua constante alegria; pela tua bela voz; pelo teu riso tão alto ou se é pelo simples facto de seres linda- tanto de mente como de aparência!
Nunca te confessei tais palavras mas, esqueci-me de te enviar esta carta por isso, se alguma vez te cruzares com ela fica sabendo que o carteiro a raptou.
Não sei que te dizer...desejo-te tudo de bom, que espalhes essa tua felicidade com todo o mundo, quero-te ver a fazeres tudo aquilo que amas, mesmo sem sabendo agora o que é!
Estarei aqui, sempre naquilo cantinho sabes?! Pronta para te ajudar no que conseguir.
Adoro-te Prima
Um beijinho da,
-A.C.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O primeiro amigo!

Querido Nuno,
Apesar de não estarmos na vida um do outro, se calhar nem te lembras de mim, os nossos 3 até 5 anos foram passados juntos. 
Vivias com os teus pais no andar de cima e eu com os meus no andar de baixo. Todos os carnavais íamos os dois mascarados passear, todos os natais trocávamos prendas, íamos para casa um do outro brincar, assistíamos aos filmes da Disney juntos e até demos o primeiro beijo juntos /eheheh/
Devido a este mini-monologo deves pensar que me recordo perfeitamente de ti, na verdade não mas, sei que foste o meu primeiro amigo mesmo antes de eu saber o que isso realmente era. 
Acabaste, mais tarde, por mudar de casa e eu lá perdi o meu amigo. 
Hoje gostaria muito de ver como andas, como estás e o que a vida te ensinou assim como gostaria de te mostrar tudo aquilo que a vida me deu.
Penso que mais nada tenho a dizer para além de te desejar tudo de bom, peço-te que me devolvas o filme dos "Dinossauros" que te emprestei quando foste embora, fiquei muito triste quando soube que nunca mo ias devolver.
Um beijinho da,
-A.C.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O conselho de uma criança para um estranho!

Querido estranho,
Deves estar tu agora a interrogar-te porque razão fui eu escrever uma carta para um estranho, digamos que eu gosto de desafios. 

Acho que seria bom, assim para começar, meio que me apresentar! Sou bastante pequena, tenho uma cara jovem contudo, o meu corpo revela a minha idade oficial: 15 anos. Os meus olhos escuros, a minha armação grande rosa choque, os meus cabelos pretos e a minha cara esguia dão-me uma expressão um pouco séria! Porém, adoro rir e fazer os outros rirem-se. Tenho bastante energia mas, não recuso um gelado, pizza, um cobertor e uma boa noite de cinema no conforto do meu sofá! 

Se calhar já nos cruzamos e nem sabemos...
Enfim, como te chamas?! Como és?! O que gostas?! Hum...gostaria muito de saber mais sobre ti visto que, por enquanto, não passas de um vulto sem cara, sem personalidade. Apenas um vulto.

Vou-te deixar uma mensagem, a meu ver crucial: "Ama-te e ama o outros!".
Aceita quem és: tu com todos os teus defeitos e qualidades, desde o teu mau feitio até ao teu sorriso caloroso. Aceita tudo e ama todas as células do teu corpo porque, se tu próprio não o fazes como podes esperar que um terceiro o faça?! E só depois disto, só mesmo depois, é que tu te encontras preparado para amar esses terceiros. Quando estás feliz, tens muita mais facilidade de fazer os outros felicidades. É uma ótima sensação, estar em equilíbrio contigo mesmo e com a sociedade!
E eih! Esta tarefa, que te peço, não é de todo simples. Vais, eventualmente espero, consegui-la mas, até lá, irás falhar, múltiplas vezes, irás ter umas conquistas e umas derrotas, irás conhecer e desconhecer pessoas, irás sorrir e chorar...

Enfim, é uma constante batalha a que chamamos de vida e, por mais assustadora que ela pareça, ela é incrível porque podes viver momentos horríveis nela mas, podes também viver momentos incríveis. 
São os momentos incríveis que fazem tudo valer a pena!

Um grande beijinho da,
-A.C.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A minha *S!

Querida *S,
A verdade é que no início, quando nos conhecemos, não eramos as melhores amigas e a nossa relação foi construída ao longo destes últimos três anos com amor e carinho.
É realmente muito complicado escrever-te esta carta!
És a minha melhor amiga, aquela com que eu passo noites a falar, aquela que muito antes de eu pedir ajuda já está lá para mim, aquela que me limpa as lágrimas e que acima de tudo me faz rir!
Mas, eu vou dar o meu melhor.


Tu *S és o completo oposto de mim no que toca a gostos. Tu gostas de rock e eu de pop, tu andas de calças e eu de saia, tu sempre muito acompanhada eu sou mais solitária. Contudo, a gente pensa da mesma maneira e é como se fossemos peças de puzzles completamente diferentes que ainda assim encaixam perfeitamente uma na outra.

A minha vida sem ti era um pouco monótona. És tu que me pões fora de casa e me fazes cometer loucuras e eu preciso, corrijo, todos precisamos de amigos com um pouco de loucura ou até mesmo com falta de juízo. Ehehe, eu tenho sorte em ter-te!

E é nesta parte que a carta fica extra emocional... Porque chega à parte tão inevitável onde eu te agradeço por tudo. Logo, quero agradecer-te pela tua estupidez que eu tanto aprecio; pelos teus conselhos e pelo teu apoio moral, que nestes dias se revelaram; pelas vezes que me fazes pensar visto que, eu sou preguiçosa e por, mais uma vez, me fazeres sair de casa, apreciar o mundo e estar com os outros numa tentativa de me fazeres amar mais a vida! E não é que tenho vindo a amar mais?! 
Enfim...tenho muito gosto em ser tua amiga e tenho planos de te conservar na minha vida até não poder mais porque uma amizade como a nossa não se pode desperdiçar.

Aqui chegou o fim da carta, espero que tenhas gostado pois, dei o meu melhor e como sabes: palavras para mim nunca bastam!
Um grande beijinho da, 
-A.C.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

NOVA RUBRICA: "As cartas que eu me esqueci de enviar!"

A nova rubrica, que talvez possa ser considerado mais um desafio, é, como já devem ter percebido,  "As cartas que eu me esqueci de enviar!". Esta rubrica vai ser atualizada todas as sextas logo, amanhã já podem ler a primeira cartinha, irei escrever uma carta para as pessoas indicadas mais a baixo com uma ordem aleatória.
Estou bastante entusiasmada para começar este desafio. Adoro cartas, leio as que a minha mãe trocava com o meu pai mas, infelizmente foi um hábito que se perdeu no tempo. 
É então, um hábito que eu amava ter.

  1. Carta para a tua paixão 
  2. Carta para a tua melhor amiga ou teu melhor amigo
  3. Carta para o teu ex-namorado/amor
  4. Carta para o teu irmão/ a tua irmã ou parente mais próximo
  5. Carta para os teus sonhos
  6. Carta para um estranho
  7. Carta para os teus pais
  8. Carta para o teu amigo virtual preferido
  9. Carta para alguém que queiras conhecer
  10. Carta para alguém com quem não falas tanto como gostarias
  11. Carta para uma pessoa falecida com a qual gostavas de falar
  12. Carta para a pessoa que odeias mais
  13. Carta para alguém que gostavas que te perdoasse
  14. Carta para alguém de quem te afastaste
  15. Carta para a pessoa da qual tens mais saudades
  16. Carta para alguém que não está na tua cidade ou país
  17. Carta para alguém da tua infância
  18. Carta para a pessoa que tu desejavas ser
  19. Carta para alguém que importunou a tua cabeça (bom ou mau)
  20. Carta para a pessoa que mais partiu o teu coração
  21. Carta para alguém que julgaste à primeira impressão
  22. Carta para alguém a quem queres dar uma segunda oportunidade
  23. Carta para a última pessoa que beijaste
  24. Carta para a pessoa que te deu a tua melhor memória
  25. Carta para a pessoa que sabes que estará lá nos tempos mais difíceis
  26. Carta para a última pessoa a quem fizeste uma promessa
  27. Carta para a pessoa mais amigável que conheceste por apenas um dia
  28. Carta para alguém que mudou a tua vida
  29. Carta para a pessoa a quem queres contar tudo, mas tens medo de o fazer
  30. Carta para o reflexo no espelho

         Espero que gostem e um beijinho da, 
-A.C.